Após interdição ética da sala de parto do Hospital Municipal de Ji-Paraná, realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero) no último dia 6 de julho, a situação encontrada no local é bem diferente. Já é possível observar a presença de monitores para gestantes, sala reformada, mesa de parto funcionante, lavatório, iluminação adequada, ausência de infiltrações e torneira seguindo as normas da Vigilância Sanitária, entre outros.

ji-parana-interdicaoMembros do Cremero na interdição do hospital

As melhorias foram constatadas depois de seis dias, e a interdição do hospital foi retirada pelo Cremero, que também observou o empenho dos gestores na criação de solução dos problemas antes relatados. “Percebemos um grande empenho dos gestores na solução das questões apontadas por nós no ato da interdição. Mas, é importante lembrar que há comprometimento da escala de plantão de obstetrícia e pediatria no hospital de Ji-Paraná, problema que só será resolvido caso melhorem-se os salários dos médicos, que infelizmente não são mais atrativos no nosso estado”, contou o vice-presidente do Cremero, Cleiton Bach.

Segundo o secretário municipal de saúde de Ji-Paraná, Renato Antônio Fuverki, as modificações sugeridas pelo Conselho foram prontamente providenciadas pela Secretaria Municipal de Saúde de Ji-Paraná (Semusa) para propiciar aos profissionais que ali trabalham melhores condições de atendimento e mais conforto aos pacientes. “Recebemos, recentemente, a visita do Cremero, cujo objetivo era avaliar a situação do Centro Cirúrgico e da sala de parto do Hospital Municipal de Ji-Paraná. De uma maneira objetiva e buscando a melhoria nas instalações e equipamentos, solicitaram algumas modificações e a troca de aparelhos, o que prontamente concordamos e, em menos de uma semana, adequamos as instalações conforme sugerido”, ressaltou Renato. “Gostaríamos de agradecer a maneira cordial como fomos tratados pelos membros do Cremero, e dizer que este é o melhor caminho para evoluirmos na melhoria da saúde em nosso estado”, completou o secretário.

sala-de-partoAntiga sala de parto do Hospital Municipal de Ji-Paraná

Antes da interdição do Hospital Municipal de Ji-Paraná, o Conselho já havia interditado o Hospital Regional de Ariquemes, que também já foi liberado depois que a unidade adquiriu os equipamentos que faltavam nas duas salas cirúrgicas interditadas, como carrinho de anestesia e carrinho de parada.

Outro local interditado foi o centro cirúrgico do pronto-socorro da Unidade Mista de Cacoal . A interdição foi realizada pela insuficiência de profissionais anestesistas para atender a população. No município há apenas cinco médicos especialistas, atendendo em plantão único na Unidade Mista e no Materno Infantil. Enquanto o município não contratar mais profissionais na área, as cirurgias de urgência serão realizadas no Hospital Regional de Cacoal, segundo o coordenador de atenção hospitalar Antônio de Pádua.

Membros do Cremero presentes no dia da interdição em Ji-Paraná – Dr. Rodrigo Almeida, presidente do Conselho; Dr. Cleiton Bach, vice-presidente; e os tesoureiros, Dr. Lhano Fernandes Adorno e Dr. Andrei Leonardo.

Fonte: Assessoria

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