Assunto: Balanço do Mais Médicos

O Conselho Federal de Medicina (CFM), o Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero) e outros Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) mantêm suas posições críticas com relação ao programa Mais Médicos no que se refere aos aspectos abaixo, entre outros pontos:

– ausência de validação de diplomas dos intercambistas pelo Revalida e de comprovação da formação dos participantes com currículo e carga horária compatíveis com a formação médica praticada no Brasil, o que coloca a população, especialmente a das regiões mais carentes, vulneráveis à ação de indivíduos sem o devido preparo e qualificação;

– ausência de transparência e de fiscalização relacionada ao convênio firmado pelo Governo com a Organização Pan-americana de Saúde (Opas), cujas cláusulas e execução agridem a legislação trabalhista e os direitos humanos;

– falta de transparência sobre os locais de trabalho dos intercambistas e de acesso à relação de tutores e supervisores, informações às quais o Cremero e outros CRMs – órgãos encarregados legalmente de fiscalizar as atividades – só têm tido acesso após ordem judicial por conta de recusa do governo;

                Além desses pontos, o CFM, Cremero e os CRMs questionam a inércia do governo em não propor uma solução definitiva para a melhora da assistência em todo o país, com ênfase nas áreas de difícil provimento e no reforço da atenção básica. Para os Conselhos, a saída seria a criação de uma carreira de estado voltada para o médico que atua no SUS, oferecendo-lhe estímulo para se instalar e permanecer nas áreas de baixa cobertura, com condições de trabalho e atendimento, acesso à educação continuada, perspectivas de progressão funcional, apoio de equipe multiprofissional e remuneração adequada.

                O CFM, Cremero e os CRMs alertam ainda para a demora da gestão em apresentar respostas definitivas para problemas complexos e recorrentes no âmbito do SUS, como as más condições de infraestrutura, o subfinanciamento do sistema, a não execução dos recursos disponíveis, a dificuldade de acesso aos serviços, a demora no atendimento e as crises que afetam os serviços de urgência e emergência e a rede hospitais complementares (filantrópicos e conveniados).

                Finalmente, ressaltam que todos estes pontos têm contribuído para a má avaliação da saúde no Brasil, conforme pesquisa recente do Datafolha, pela qual 92% dos brasileiros estão insatisfeitos com a qualidade dos serviços, atribuindo-lhes notas de zero a sete, sendo que 60% da população atribui, no máximo, média quatro.

Conselho Federal de Medicina (CFM)

Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero)

Conselhos Regionais de Medicina (CRMs)

 

Fonte: CFM, Cremero e CRMs

 
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