Os estudantes de medicina de Rondônia vão engrossar o coro contra a proposta do Governo Federal de autorizar a atividade de médicos estrangeiros no Brasil sem passar pelo Revalida – a prova aplicada pelos ministérios da Educação e da Saúde para aferir os conhecimentos dos profissionais. Mobilizados pela União Rondoniense de Acadêmicos de Medicina, entidade que reúne cerca de 400 filiados, eles estão organizando uma manifestação em Porto Velho, capital de Rondônia, neste sábado.

De acordo com o presidente da União Rondoniense de Acadêmicos de Medicina (Uram), Alexandre Falqueti, a entidade vai realizar um dia inteiro de protesto em defesa do Revalida em uma das principais praças da capital, a Praça do Palácio do Governo – ponto de concentração e manifestação de várias categorias de servidores públicos em greve durante toda a semana.

O ato público, segundo Alexandre Falqueti, não é simplesmente uma manifestação contra o anúncio do Governo de importar seis mil médicos de Cuba para atender as populações das periferias das grandes cidades e nas regiões mais remotas do país. “Nosso objetivo é o fortalecimento do Revalida, como meio de aferir conhecimentos e a capacidade desses profissionais para atender a população, inclusive na questão do idioma”, afirma o presidente da Uram. Ele acrescenta ainda que flexibilizar ou dispensar o Revalida para médicos estrangeiros seria um contra-senso e uma discriminação com os brasileiros que se formam no exterior e que só podem trabalhar no Brasil depois de passar pela prova.

A concentração para o ato público começa a partir das 7h nas imediações da Praça Getúlio Vargas. A partir das 8h começa efetivamente a manifestação, com faixas, cartazes e discursos.

Além dos acadêmicos de medicina das três faculdades de Porto Velho – duas particulares e a Universidade Federal de Rondônia – estudantes da única faculdade de medicina instalada no interior do Estado devem participar da manifestação.

 

Assessoria de Imprensa – Cremero

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