A nova diretoria do Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero) já começou a missão de lutar pela boa prática da profissão médica no estado. No início deste mês, quatro conselheiros empossados visitaram as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da zona leste e sul da cidade de Porto Velho. Estiveram na visita, o presidente do Conselho, Dr. Rodrigo Almeida, o vice-presidente, Dr. Cleiton Bach, o conselheiro, Eric de Souza Teixeira e o conselheiro, Leonardo Moreira Pinto.

 

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“O objetivo da visita é a reclamação da população por demora nos atendimentos devido ao número insuficiente de médicos e assim acarretando enorme espera, que é um grande transtorno aos pacientes”, explicou o Dr. Rodrigo Almeida.

Os conselheiros puderam observar de perto as reais condições de trabalho dos profissionais médicos. No caso da UPA Zona Leste, por exemplo, deveria haver o mínimo de seis médicos plantonistas contratados para o atendimento de 12 horas. Entretanto, no dia da visita, só havia três para atenderem mais de 70 pacientes, em menos de 6 horas, o que acarretou uma espera de mais de oito horas para as pessoas à procura de consultas. Na UPA Zona Sul foi o mesmo problema. A Unidade de Pronto Atendimento deveria conter os mesmos seis médicos de plantão, mas só tinham três.

À procura de atendimento na UPA Zona Sul, A. C. Nascimento ficou duas horas esperando para que o filho, Adriel, pudesse ser atendido. “É muito triste ficar tanto tempo na fila. Eu vim de Candeias do Jamari, porque lá não tinha médico para atender e ainda tive que ficar na espera, por todo este período”, desabafou insatisfeita. 

O Conselho Federal de Medicina (CFM), em se tratando de atendimento de urgência ou emergência em pronto atendimento, recomenda que cada médico atenda no máximo 36 pacientes, em uma jornada de 12 horas de trabalho. Diz ainda, que os responsáveis pelo atendimento da população devem sempre levar em consideração a qualidade e não a quantidade dos serviços efetivamente prestados aos munícipes.

Os representantes do Conselho Regional de Medicina de Rondônia irão notificar as autoridades competentes para a contratação de mais médicos nas UPAS, a fim de sanar os problemas vivenciados pelos profissionais da área da saúde que trabalham nos locais. “Não podemos compactuar com a falta de médicos plantonistas das UPAs e com o grande número de pessoas nas filas, procurando atendimento”, ressaltou o Dr. Cleiton Bach.

Falta de condições de trabalho

Além dos problemas de falta de médicos suficientes para os atendimentos, as UPAs ainda enfrentam outras questões como a falta de remédios, falta de colchões para os pacientes deitarem e, até mesmo, laboratório com déficits em exames importantes, causando dificuldades em diagnóstico e tratamento de doenças que possam trazer risco de morte. “A saúde não pode ser tratada de maneira tão deficitária”, salientou o Dr. Rodrigo Almeida.   

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